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Aprenda Git de forma prática e eficiente!

O que é 'Git'? E por que ele é importante!

É um sistema de controle de versão distribuída, permitindo que vários desenvolvedores possam colaborar em um projeto de maneira simultânea.
O Git acompanha as alterações que ocorrem nos códigos-fonte, permite o versionamento e facilita a colaboração entre os membros de um grupo.
O Git se tornou importante porque é muito robusto, flexível e eficiente no controle das alterações de versão no ambiente colaborativo de desenvolvimento.
Sua ampla adoção, poderosas funcionalidades e suporte aos mais diversos fluxos de trabalho fazem dele uma ferramenta essencial nas práticas de desenvolvimento.
Trabalhando em pequenos projetos ou em aplicações de larga escala em ambientes corporativos, o Git contribui de forma vital para as atividades de engenharia de software.

Principais estados dos arquivos no Git

O Git possui três estados nos quais seus arquivos podem ser armazenados, correspondendo aos estágios de evolução de um projeto:
Modificado — Significa que houve uma alteração em seu arquivo, mas ele ainda não foi preparado para o banco de dados.
Staged — Significa que você marcou o arquivo modificado na sua área de preparação para que ele seja incluído no próximo instantâneo.
Commitado — Significa que os dados pertinentes ao seu arquivo já estão salvos e seguros na sua base de dados local.

Conceitos-chave: 'Repositories', 'Commits' e 'Branches'

  • 'Repositories': São os recipientes estruturados dos projetos, responsáveis pelo armazenamento de arquivos e salvaguarda de toda a sua revisão histórica.
  • 'Commits': Cada commit representa um “instantâneo” fotográfico do projeto em um determinado momento, permitindo aos usuários viajar no tempo e restaurar estados anteriores.
  • 'Branches': São ramificações que permitem desenvolvimentos paralelos, de modo que os engenheiros trabalhem em diferentes funcionalidades ou correções de bugs de forma isolada e independente.

Git workflow (fluxo de trabalho essencial)

  • Inicializando um repositório: git init
  • Adicionando arquivos à área de staging: git add .
  • Realizando um commit estruturado: git commit -m "Mensagem"
  • Verificando o status do ecossistema: git status
  • Consultando o histórico de revisões: git log

Terminal Git e por que não uma interface gráfica

A interface gráfica (GUI) de fato provê uma forma intuitiva de interagir visualmente com o Git. Entretanto, o terminal oferece vantagens brutas que o tornam o preferido entre especialistas. A linha de comando confere transparência total e controle absoluto pela representação textual precisa das mudanças, ramos e fusões.
Além disso, o terminal abre as portas para a criação de scripts de automação que eliminam tarefas repetitivas e customizam fluxos de implantação contínua (CI/CD).

Terminal operacional Git bash

E como não falar de GitHub?

Vendo a necessidade de criar uma forma eficiente de compartilhar e gerenciar códigos-fonte de forma colaborativa, o projeto do GitHub nasceu em março de 2008. A plataforma escalou de forma meteórica: após receber um aporte de 100 milhões de dólares, atingiu a marca de um milhão de usuários em apenas dois anos, culminando na sua histórica aquisição pela Microsoft por 7,5 bilhões de dólares.
Ele expande o controle distribuído do Git local injetando ferramentas de gerenciamento de equipes, automações e hospedagem em nuvem.

Mais sobre Git

Sobre o Git

Com uma marca impressionante de dezenas de milhares de commits e mais de 1300 colaboradores globais, o Git consolidou-se como o padrão absoluto da indústria. Concebido originalmente por Linus Torvalds (o pai do Linux) em 2005 para coordenar o desenvolvimento do Kernel do Linux, o projeto hoje tem como mantenedor principal o engenheiro Junio Hamano, que coordena de forma rigorosa sua evolução de código aberto.

Por que se chama Git?

Curiosamente, “Git” é uma gíria do inglês britânico que significa “pessoa desagradável” ou "cabeça dura". O nome foi escolhido em tom de piada pelo próprio Linus Torvalds, refletindo seu humor característico ao batizar suas criações.

Por que Linus Torvalds criou o Git?

O desenvolvimento do Kernel do Linux utilizava um sistema proprietário chamado BitKeeper. No momento em que os direitos detentores da ferramenta revogaram a licença gratuita de uso da comunidade, Linus viu-se sem alternativas viáveis de mercado. Em vez de se render às opções pagas, ele projetou e programou o Git do zero, garantindo uma ferramenta livre, veloz e imune a pressões comerciais.

Um pouco mais sobre Git (Versatilidade)

Embora tenha nascido sob os holofotes da programação, o Git é altamente agnóstico. Engenheiros de dados o utilizam para rastrear esquemas complexos de bancos de dados, administradores de sistemas gerenciam infraestruturas como código (IaC) e escritores profissionais utilizam seu histórico para gerenciar revisões de livros e artigos extensos.

Uma vantagem do Git

A arquitetura do Git é 100% autossuficiente e distribuída. Ele executa localmente na sua máquina de desenvolvimento, o que significa que você possui o histórico completo do projeto em seu disco rígido, sem qualquer dependência obrigatória de conexões de rede ou provedores de nuvem para commitar.

Alternativas ao Git

A indústria apresenta alternativas corporativas pagas como Azure DevOps Server, Helix Core, AWS CodeCommit e Subversion (SVN). Contudo, no espectro de ferramentas gratuitas e de código aberto, a que mais se destaca pela simplicidade de administração e proximidade conceitual é o Mercurial.